Em meio à crise sanitária e econômica desencadeada pela pandemia de COVID-19, em
março de 2020, um gesto de empatia se transformou em um movimento que hoje alimenta
centenas de pessoas e aquece corações em Peruíbe, no litoral sul de São Paulo. Foi nesse
cenário adverso que nasceu o projeto Marmita Solidária de Peruíbe, idealizado pelo casal
Erica e Roberto, que não conseguiram ficar indiferentes à fome enfrentada por muitos
moradores de rua durante o isolamento social.
O que começou com a distribuição de apenas 30 marmitas, preparadas de maneira
improvisada com a ajuda de amigos, se consolidou como uma ação contínua de
solidariedade. Atualmente, todos os sábados, cerca de 250 refeições completas são
distribuídas em diversos pontos da cidade para pessoas em situação de vulnerabilidade
social.
Mas o projeto vai além do alimento. O grupo também atua para reintegrar pessoas em
situação de rua às suas famílias, além de encaminhá-las, sempre que possível, para
clínicas de recuperação. “Mais do que matar a fome, queremos reacender a esperança”, diz
Rosari, uma das fundadoras.
Apesar de ser uma iniciativa registrada, com CNPJ e toda a documentação em dia, o
Marmita Solidária não conta com apoio do poder público. Toda a operação é sustentada por
doações da comunidade e o trabalho incansável de voluntários que dedicam tempo, carinho
e recursos para manter o projeto vivo.
Campanhas que fazem a diferença
Além da entrega semanal de marmitas, o grupo também promove campanhas especiais ao
longo do ano, com foco em crianças e instituições de apoio da região. Ação de Páscoa, Dia
das Crianças e Natal são algumas das datas comemorativas em que o projeto organiza a
arrecadação e entrega de doces, brinquedos, roupas e itens de necessidade básica para
escolas e entidades locais.
“A ideia é levar carinho e um pouco de alegria para quem mais precisa, especialmente as
crianças. Cada campanha é um esforço coletivo e prova de que, quando a comunidade se
une, coisas incríveis acontecem”, afirma Roberto.
Como ajudar
Para continuar com essa missão, o projeto precisa de apoio. Doações de alimentos,
recursos financeiros, tempo voluntário ou simplesmente divulgar a iniciativa nas redes
sociais — tudo faz diferença. “Uma marmita pode parecer pouco, mas, para quem não tem
nada, ela vale muito”, reforçam os organizadores.
Quem quiser conhecer mais sobre o projeto ou contribuir de alguma forma pode entrar em
contato pelas redes sociais do Marmita Solidária de Peruíbe.







