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Mulheres são maioria na Prefeitura de Praia Grande e se destacam no serviço público

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O olhar e as palavras de agradecimento de um pai que viu de perto seu filho ser
salvo de um possível atropelamento são prêmios para a agente de trânsito, Jenifer
Silva Pereira. A lembrança é guardada com carinho na memória da profissional, que
integra a equipe da Secretaria de Trânsito (Setran) da Prefeitura de Praia Grande.
Ao lado de outras 8.238 servidoras na Administração Municipal praia-grandense, ela
contribui para reforçar uma característica que vem acompanhando a Cidade nas
últimas décadas, o de possuir mais mulheres do que homens em seu quadro de
funcionários.

“Trata-se um momento que guardo com carinho. Esse fato foi neste ano, no Bairro
Aviação. A criança estava andando na calçada, se soltou da mão do pai e já estava
indo para rua. Eu estava atenta e já parei o trânsito. Após o ocorrido o pai veio
me agradecer e a própria criança também”, lembra a agente de trânsito, com sorriso
no rosto.

Mais que exercer a função com primazia, atender as expectativas das chefias ou das
equipes que coordenam, cumprir horários, prazos, apresentar relatórios ou
planilhas, além de outras inúmeras atividades, as servidoras municipais encantam e
se destacam também pelo olhar humanizado com que desenvolvem suas tarefas diárias.
A maneira com que atuam em todos os setores é alvo de constantes elogios dos
munícipes que usufruem dos serviços e da estrutura disponibilizada pela Prefeitura.

De acordo com a Secretaria de Administração (Sead) da Cidade, a Prefeitura de
Praia Grande conta com cerca de 12 mil funcionários. Deste total, 8.238 são do
sexo feminino. O restante, pouco menos de 4 mil são homens. Quando transformamos
esses dados em porcentagem, é possível comprovar com exatidão essa diferença, ou
seja, as secretarias municipais possuem quase 70% de mulheres em seus efetivos e
30% de homens.

Algum problema com esses números? Elas juram que não. Pelo contrário, as mulheres
da Administração Municipal seguem demonstrando eficiência e comprometimento no
cumprimento das funções. “As mulheres estão sendo cada vez mais respeitadas. Pelas
ruas, as pessoas brincam e dizem que estamos mandando melhor do que os homens e
superando todas expectativas. Isso para nós também vem como uma coisa que nos
motiva a seguir com nossas atividades”, comentou a trabalhadora e encarregada de
uma equipe de manutenção da Secretaria de Serviços Urbanos (Sesurb), Katia
Cristina de Matos.

Nas áreas em que até pouco tempo atrás eram redutos predominantemente habitados
por integrantes do ‘clube do bolinha’, as mulheres aos poucos vão desbravando,
ganhando espaço, galgando posições e demonstrando seu valor. A Guarda Civil
Municipal é um exemplo. A corporação começou 2020 com efetivo de 408 guardas,
deste total, 58 são mulheres. Mais do que isso, 11 delas ocupam um cargo de chefia
na corporação.

A guarda civil, Aline Cristina da Silva está na corporação há 18 anos e já atuou
em vários setores, inclusive no patrulhamento de rua. Atualmente, faz parte da
equipe de operadores do Centro Integrado de Comando e Operações Especiais (Cicoe).
“Sou muito feliz por ser mulher e por conviver com tantas outras mulheres fortes,
determinadas e capazes em uma função tida como tipicamente masculina. Meu desejo é
que possamos continuar conquistando tudo o que desejamos”.

No cenário esportiva elas também dão as caras, conquistam pontos, vitórias,
medalhas, títulos e, acima de tudo, o respeito dos colegas de trabalho, dos
jogadores e alunos. A técnica de basquete feminino da Cidade, Alessandra Hourneax,
é prova dessa evolução. “Trabalho diretamente com meninas e percebo que elas se
espelham em nós, técnicas e professoras. É algo que, ao mesmo tempo nos enche de
orgulho, também nos traz um desafio. Recebi uma linda homenagem das jogadores
apenas por ter colaborado com a ida delas para os Jogos Regionais. Isso não tem
preço”, enalteceu.

Determinados setores sempre tiveram a maioria de mulheres, casos das áreas da
Educação e Saúde. Esta máxima segue nos dias atuais. Os alunos e pacientes
idolatram suas professoras e médicas, respectivamente. Diariamente, a arte de
ensinar e a vocação de curar são praticadas pelas servidoras municipais. E as
histórias de relações construídas com o amor como base vão se acumulando. Umas
delas é da pedagoga comunitária, Mariana Bispo Ramos.

“Na minha função, atuo nas escolas diretamente com as famílias. Faço uma ponte com
os equipamentos da rede para que auxiliem as crianças no âmbito educacional e
social. Algo que me marcou foi uma passagem com um aluno que era carante e tinha
uma situação complicada familiar e, por conta disso, era defasado sua parte
escolar. Uns cinco anos depois, de encaminhá-lo para o EJA, ele apareceu na escola
e veio me agradecer. Já estava trabalhando e tudo. Lembramos que a primeira
palavra que ele leu em um supermercado foi sabão. Choramos com essa recordação.
Isso só vem porque atuamos com amor, algo que não pode faltar na pedagogia”,
declarou Mariana.

E se o negócio é empreender, aprimorar os serviços e conhecimentos, criar novos
serviços, programas ou projetos, elas estão envolvidas. Este é o caso da
enfermeira da Secretaria de Saúde Pública (Sesap), Cristiane Takamine, que está na
Prefeitura há 8 anos e vem participando ativamente dos programas de Residência em
Medicina de Família e Comunidade e da Multiprofissional. As iniciativas de Praia
Grande são pioneiras na Baixada Santista e funcionam como referência para outras
cidades da Região.

“O nosso Município é super comentado e exemplo do programa. Para área da Saúde, os
programas de residência fazem muita diferença. Sou tutora da categoria de
enfermagem e é um orgulho fazer parte do desenvolvimento desse trabalho na Cidade
que está beneficiando a população e oferendo uma especialização para novos
profissionais”, relatou Cristiane.

Subsecretaria de Comunicação
Município de Praia Grande

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