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Atividades com reciclagem geram renda e emprego à população de Itanhaém

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Dar o destino correto ao lixo, que atenda a política nacional de resíduos sólidos, gerar renda e emprego às pessoas em vulnerabilidade social e ainda, devolver ao mercado todos esses materiais para que possam ser reutilizados. Essa é a finalidade da Usina Brasil, empresa contratada pela Prefeitura de Itanhaém, que atua para o recebimento de todos os resíduos domésticos coletados da Cidade, e tem por finalidade, fazer a recuperação dos materiais recicláveis e realizar o transbordo da coleta do lixo.

Instalada em uma área de 38.000 m² na região do Mambu, a Usina Brasil existe no Município há dois anos, mas somente realizava o trabalho de transbordo do lixo da coleta domiciliar para o aterro sanitário de Mauá, SP. Hoje, com o crescimento populacional e do consumo, a administração pública adotou medidas eficazes que atendam a sustentabilidade ambiental, realizando a gestão dos resíduos sólidos da Cidade.

Foram introduzidos novos maquinários para fazer o processo de triagem dos detritos, com a finalidade de serem reciclados. São coletados em Itanhaém, cerca de 90 toneladas de lixo por dia. Na alta temporada, que compreende do dia 20 de dezembro até 10 de janeiro, o lixo chega a mais de 400 toneladas dia. A quantidade de lixo vem aumentando a cada ano, por mês, são coletadas 2.500 toneladas. Somente no ano de 2018, o número foi de 37.215 kg.

Com cerca de 30 cooperados, o lixo passa por uma triagem na esteira, onde são separados os materiais secos que podem ser reciclados. Ele é lavado, prensado e triturado, para, posteriormente, ser vendido para grandes indústrias em diversas partes do Brasil. São produzidas em média 70 toneladas desse material, que é transformado em vidros, aço, papel, plástico, ferro, entre outros produtos.

O trabalho desenvolvido pela Usina Brasil é importante principalmente para os cooperados, pois gera renda para as pessoas que estão em vulnerabilidade social que não conseguem emprego, e estão na cooperativa para realizarem o serviço de triagem. Além disso, eles ganham com a comercialização de todos os materiais recicláveis desenvolvidos na própria usina, que cede o local para trabalharem.

A cooperada Ângela de Oliveira Silva, de 47 anos, trabalha na usina há dois anos na parte de triagem na esteira, e diz que o serviço é gratificante, pois consegue arcar com suas despesas domésticas. “Dá para comprar tudo o que eu preciso, é uma empresa como outra qualquer, estou satisfeita, pois não passo nenhuma necessidade”, afirma.

O serviço das indústrias de transformarem os resíduos sólidos em produto faz parte da economia circular, onde não há a necessidade do homem retirar do meio ambiente a matéria prima, como por exemplo, derrubar uma árvore para fazer o papel. “Quanto mais reciclagem, melhor para o meio ambiente, e todo mundo ganha, pois agrega um valor econômico para nossa Cidade”, ressalta o secretário de Serviços e Urbanização Vinícius Camba de Almeida.

DADOS

Sete bilhões de seres humanos produzem anualmente 1,4 bilhão de toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU), uma média de 1,2 kg por dia per capita. Quase a metade desse total é ­gerada por menos de 30 países, os mais desenvolvidos do mundo. Segundo estudos da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Banco Mundial, daqui a dez anos, serão 2,2 bilhões de toneladas anuais. Na metade deste século, se o ritmo atual for mantido, teremos 9 bilhões de habitantes e 4 bilhões de toneladas de lixo urbano por ano.

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