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Falsa clínica torturava pacientes e cobrava R$ 2 mil em Itariri

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Pedaços de madeira escritos 'Só por hoje' e 'A Cura' eram usados em internos (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Uma falsa clínica de reabilitação fingia que recuperava dependentes químicos e com transtornos mentais em uma chácara em Itariri.

Através de anúncios na internet que familiares recebiam informações da falsa clínica. Era ainda obrigatório a contratação do pacote mínimo de três meses de internação.

Foram os próprios pacientes que pediram socorro ligando para a polícia entre quinta-feira (30) e sexta-feira (31), após agressões sucessivas cometidas por três responsáveis pela casa. Pelo menos 16 pessoas, entre elas seis menores de idade, foram resgatadas do local assustadas e com ferimentos pelo corpo devido à violência.

A Polícia Civil divulgou que a suposta clínica era um “antro da degradação humana”. Os donos do estabelecimento cobravam entre R$ 300 e R$ 400 para levar o paciente até a chácara, com o consentimento dos parentes – em situação de internações não voluntárias. Dois homens faziam o trabalho de encaminhá-los ao local.

Clínica clandestina onde pacientes eram torturados funcionava em chácara em Itariri, SP (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

O que os familiares não sabiam, ainda segundo apuração da polícia, é que os internos eram agredidos com tacos de madeira com a inscrição “A cura” e “Só por hoje”. Os pacientes também eram forçados a mentir, durante ligações telefônicas, dizendo que estavam em boas condições e que estavam se recuperando.

Policiais encontraram local sem arrumação e com péssimas condições de higiene (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Além disso, polícia civil apurou que os pacientes recebiam medicamentos controlados de maneira aleatória, sem qualquer orientação médica, e que também eram jogados na piscina durante a noite, enquanto estavam dormindo. Constantemente os pacientes eram xingados e sofriam agressões verbais.

Clínica funcionava de maneira clandestina no Centro de Itariri, SP (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Dois homens e uma mulher foram identificados como os donos da clínica, mas ainda não foram localizados pela Polícia Civil. O local, que funcionava sem autorização da administração municipal, foi fechado e o proprietário da chácara, comunicado. O caso segue em investigação para identificar outras vítimas.

Fonte: Divulgação Polícia Civil

Postagem: Lucas Galante

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