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Na flor da idade, professora aproveita tempo livre para se dedicar ao surf

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Para alguns o mar está para peixes, para outros está para ondas. Faça chuva ou faça sol, a professora de Educação Física da Rede Municipal de Ensino, Rita Rodrigues de Oliveira, de 55 anos, tem no sangue a determinação de uma surfista veterana e não se dá por vencida nas águas com sua prancha longboard, que renova as energias: “Se deixar, fico oito horas. Meus amigos me chamam de ‘peixinho’ porque, quando entro, não quero sair”, brinca sobre o apelido. Ela se prepara para começar a competir em futuros torneios: “Surfar é maravilhoso, mais mulheres deveriam participar”, adverte.

Uma das praias mais aproveitadas por Rita é a dos Pescadores, para os íntimos, a ‘Prainha’. Um berço para iniciantes e casa de veteranos, a praia não é apenas famosa porque serviu de cenário para as gravações ‘Mulheres de Areia’, também ganha peso por atrair surfistas de diferentes partes da Cidade e de outras regiões. E a professora sabe bem da importância do local: há seis anos, ela não abre mão de estar no mar, sempre que possível.

Apesar de suas duas filhas ficarem preocupadas por ela ir sozinha, no sol ou na chuva, a mesma afirma não ter medo, pois sabe que a praia que frequenta é um ambiente calmo. “A minha formação ajuda no condicionamento físico. É sempre bom trocar dicas com os amigos para ‘pegar onda’. A paz que encontramos no mar, não achamos em lugar nenhum”, diz Rita, que também já passou por outros esportes, como natação, jiu jitsu, e inclusive pelo basquete, no qual foi profissional por 30 anos. Por causa de uma lesão, que ocasionou uma cirurgia no tendão, ela não pode praticar esportes de grande impacto.

Por recomendação médica, teve de buscar outra atividade que não fosse prejudicial à saúde. Rita sempre gostou de assistir campeonatos de surf e, por incentivo dos amigos, decidiu entrar na escolinha do professor Pierre. “No mar, a gente tem encontro com Deus que não tem aqui fora. Na água já vi: peixes, tartaruga, raia e até tubarão, que me rendeu uma história para contar”, diz aos risos.

“O encontro com o animal foi na Juréia, na praia de Caramborê. Eu estava remando e, na onda, vi a silhueta do tubarão. Na hora, gelei e corri”, relembra. Outro momento recordado por ela foi quando dividiu o mar em maresias com o campeão mundial de surf de 2014, Gabriel Medina: “Foi muito bom vê-lo no mar”.

Texto e Foto: Comunicação Prefeitura de Itanhaém
Postagem: Lucas Galante

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