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CEMPRE completa 25 anos de atuação

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O CEMPRE (Compromisso Empresarial de Reciclagem) completa 25 anos neste ano e, para comemorar, promoverá um café da manhã com a Frente Parlamentar Ambientalista na Câmara dos Deputados no próximo dia 25 de outubro. Na ocasião, será lançada a publicação comemorativa “Reciclagem em Contínua Evolução”.

Com texto de Sérgio Adeodato, o livro é divido em três capítulos: A força transformadora da reciclagem – que aborda a trajetória da entidade e as principais iniciativas, bem como a evolução da reciclagem no país; Essenciais na gestão dos resíduos – que mostra os impactos positivos da formalização dos catadores; e os desafios para os próximos passos – que incluem ampliação da coleta seletiva. A publicação conta ainda com imagens feitas pelo fotógrafo Marcos Muzi, especialista em ilusão óptica e fotografia 3D.

“Ao celebrar 25 anos, nosso compromisso se fortalece e se renova na perspectiva dos desafios empresariais em torno da responsabilidade compartilhada na questão de resíduos, juntamente com o poder público e com a população”, destaca o presidente do CEMPRE, Victor Bicca.

“Ao longo desses 25 anos, o Cempre tem tido papel fundamental na evolução da reciclagem no País. Agradeço por sua atuação socioambiental determinada, com resultados expressivos, especialmente pelo trabalho de inclusão e valorização dos catadores.”, ressalta o Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

“Uma excelente iniciativa que se reflete em ganhos reais para o meio ambiente. Parabenizo o CEMPRE pelos 25 anos de atividades em prol da conscientização e do estímulo à reciclagem, atuando com públicos diversos para alcançar nosso objetivo comum: um Brasil mais sustentável”, salienta o Coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, Deputado Alessandro Molon.

Retrospectiva

Há 25 anos, quando o Brasil sediava um dos mais importantes eventos já realizados sobre ecologia, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92), a questão da sustentabilidade começava a preocupar os líderes das principais nações do mundo. Naquele ano, em meio a todas as discussões sobre o tema e com o despertar de uma nova consciência ecológica, um grupo de 7 executivos de empresas de grande porte dava um grande passo estratégico. Nascia ali o CEMPRE.

A organização foi uma das grandes responsáveis por liderar o debate sobre o lixo e seu valor e por estruturar cooperativas que contribuíam com o reaproveitamento de materiais que eram descartados. Ainda há muito que fazer, mas a evolução é nítida. Alguns números mostram que a reciclagem já faz parte do cotidiano dos brasileiros. Atualmente, de acordo com a Pesquisa Ciclosoft 2016, 18% dos municípios, equivalente a 1.055, conta com coleta seletiva. E do total das cidades que possuem a separação dos materiais descartados, as cooperativas de catadores estão presentes em 44% delas.

Com a aprovação da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), uma parcela do meio empresarial se articulou, formando a Coalizão Embalagens, sob liderança do CEMPRE, que no final de 2015 formalizou uma proposta para incrementar a reciclagem de embalagens pós-consumo.

A meta proposta foi reduzir em 22% a quantidade de embalagens pós-consumo destinadas a aterros até o fim de 2017 (base 2011). Segundo dados preliminares, o Sistema de Logística Reversa de Embalagens, implantado pela Coalizão, registrou ações em 422 municípios de 25 estados brasileiros, alcançando 51,2% da população brasileira.

De acordo com o relatório preliminar apresentado, 702 cooperativas foram apoiadas e 3.151 ações de estruturação para adequar e ampliar a capacidade produtiva das cooperativas foram realizadas entre 2012 e 2016. No período, também foram instalados 2.103 pontos de entrega voluntária (PEV) e desenvolvidas 7.861 ações.

“Demos grandes passos nesses últimos 25 anos, mas ainda temos grandes desafios pela frente. É essencial dar continuidade às ações que incentivam a responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e população. Estamos no caminho certo para alcançar as metas do acordo e promover a destinação adequada das embalagens pós-consumo no Brasil”, comenta Bicca.

Texto: Weber Shandwick
mtsukayama@webershandwick.com

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