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Audiência sobre usina termoelétrica em Peruíbe tem nova data após confusão

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O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) remarcou a audiência pública sobre o projeto para construção de uma usina termoelétrica em Peruíbe. Após uma primeira tentativa sem sucesso, o quinto e último debate sobre os impactos ambientais do empreendimento será no dia 4 de setembro às 18 horas.

O encontro vai acontecer no auditório do Peruíbe Palace que fica na Avenida 24 de dezembro número 30 no centro da cidade. O custo estimado da unidade é R$ 5 bilhões. O empreendimento deve gerar mais de 4,5 mil empregos diretos na fase de construção e cerca de 400 após o início das operações previsto para 2023.

A audiência final que tem o objetivo de discutir o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental da futura termoelétrica, inicialmente marcada para o dia 17, teve que ser suspensa por conta de uma confusão.

O Consema alegou questões de segurança para não promover o encontro após protestos no local. Cerca de 600 pessoas, incluindo ambientalistas, estudantes, índios e moradores, ocuparam o espaço para impedir a continuidade dos trabalhos.

O órgão, ligado à Secretaria do Meio Ambiente, informou que vai providenciar reforços para garantir a tranquilidade dos participantes do próximo debate. A etapa antecede a obtenção de um licenciamento ambiental necessário para tirar a ideia do papel, o que se espera que aconteça no ano de 2019.

O projeto prevê a construção de uma usina termoelétrica (movida a gás natural) nas proximidades do Jardim São Francisco e do Caraminguava, do lado direito (sentido Peruíbe) da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega. Ela terá capacidade para produzir quase o dobro do atual consumo de energia dos moradores da Baixada Santista.

A instalação do empreendimento enfrenta resistência de moradores e ambientalistas. Degradações em áreas protegidas, impactos nas aldeias indígenas e poluentes na atmosfera e mananciais são os principais argumentos contra a termoelétrica.

O desmatamento nas áreas onde deverão ficar as torres de transmissão e nos locais de implantação do gasoduto está entre os principais impactos. A empresa afirma adotar todas as providências exigidas por lei.

O diretor Presidente do Projeto, Alexandre Chiofetti, entrou em contato com o Jornal Bem-Te-Vi e mandou uma nota por e-mail sobre o projeto.

Leia na íntegra: “Todo o processo relacionado ao Projeto Verde Atlântico Energias seguiu criteriosamente todas as diretrizes, prazos e ritos estipulados conforme a Lei e Órgãos competentes responsáveis.Nossa empresa está trabalhando nesse projeto desde 2011, quando foram iniciados os estudos de pré-viabilidade técnica, econômica e socioambiental.  Há o envolvimento direto da nossa equipe, de consultorias e especialistas, somando mais de 120 profissionais e centenas de horas de desenvolvimento do projeto. O EIA – Estudo de Impacto Ambiental, elaborado por uma consultoria ambiental independente, a Tetratech, possui  estudos realizados por conceituados profissionais na área de qualidade do ar, fauna, flora,  meio socioeconômico, gerenciamento de riscos, atestando que o projeto Verde Atlântico Energias “está alinhado às diretrizes legais e às restrições socioambientais do ponto de vista técnico, ressaltando o compromisso da implementação eficiente de todas as ações de gestão e controle previstas nos planos e programas ambientais, podendo-se considerar que, da forma como foi concebido, o empreendimento proposto é ambientalmente viável. Por isso, temos a certeza que estamos oferecendo à cidade de Peruíbe e ao Brasil, um dos projetos mais modernos e alinhado as melhores práticas ambientais.”

Veja também: MPF instaura inquérito para fiscalizar o licenciamento ambiental da termoelétrica

Fonte e foto: A Tribuna

Postagem: Victória Rodrigues

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