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Quiosques dos pescadores são demolidos pela prefeitura de Itanhaém

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As bancas de comercialização de peixes dos pescadores de Itanhaém foram demolidas nesta terça-feira (4). Eles disseram ao G1 que a Prefeitura não deu nenhuma explicação sobre a medida e estão sem saber como irão continuar comercializando os pescados na cidade.

O pescador Fernando De Souza Rodrigues, 36 anos, contou ao G1 que tinha uma banca no Cibratel I, que foi demolida. Outras bancas também foram destruídas em outros bairros, como o Gaivota. Segundo ele, o pescado também é encaminhado para a merenda escolar da rede pública de ensino, por meio de um convênio foi oficializado com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado.

“Eles chegaram do nada, não notificaram a gente. Um amigo meu avisou. A segunda derrubada foi a minha banca. São registradas de 12 a 15 bancas. Eles alegaram que não tinha documentação, mas temos”, falou ele.

Nesta época do ano, quando se aproxima o feriado da Paixão, tradicionalmente, aumenta a procura por peixes para celebrar a tradição da Sexta-Feira Santa. Agora, os pescadores não sabem o que fazer. “Não deram solução nenhuma. Vivo da pesca e isso vai prejudicar várias famílias”, falou o pescador.

Em nota, a Prefeitura de Itanhaém disse que as 15 construções irregulares estavam em Áreas de Proteção Permanente (APP), que vão do bairro Cibratel até o Gaivota. Vale ressaltar que não é proibida a comercialização por parte daqueles que possuem autorização, portanto, a ação não tem relação com o projeto Banco de Alimentos.

Entretanto, tais construções não podem ser realizadas nessas áreas, devido a questões de segurança e o impacto ambiental causado por elas, especialmente em vegetações nativas como o jundu (preservado por lei em todo o território nacional). Além disso, trata-se de locais precários, sem projeto aprovado pelo município e que colocavam em risco os próprios pescadores.

Ainda segundo a Prefeitura, os responsáveis pelos quiosques já haviam sido notificados. A ação foi coordenada pela Comissão de Combate à Invasão em Áreas Verdes e Construções Irregulares e contou com acompanhamento da Polícia Militar Ambiental. A equipe que fez as demolições buscou auxiliar, inclusive, na remoção de aparelhos e diversos materiais dos responsáveis.

Fonte: G1

Postagem: Lucas Galante

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