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Comércio de orgânicos gera renda e populariza produtores rurais

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Projeto Feiras foi lançado em 2011 e integra agricultores, pescadores e familiares

“Este está fresquinho, acabei de tirar da horta. Não tem substâncias tóxicas, viu?”. Orienta a agricultora Odete Assis da Silva, de 63 anos, ao apontar o dedo indicador para os alimentos em exibição na tenda. A frase é direcionada aos clientes novos e antigos que se aproximam da barraca em busca de frutas, verduras, hortaliças e legumes orgânicos. “Aqui, tudo é natural”, endossa. Ela e mais 22 agricultores formam o grupo da ‘Feira da Agricultura Familiar de Itanhaém’, oriundo do programa do governo federal (Feira Popular), instalado às manhãs de sábado na Rua Cunha Moreira, Centro (em frente à Prefeitura de Itanhaém).

Além de vender frutas, verduras e legumes, produtores rurais encontram na atividade a cultura de cultivar alimentos orgânicos e, de quebra, reunir a família. O Projeto Feiras foi lançado em 2011 e integra agricultores, pescadores e familiares. Há também barracas de pescadores cadastrados nas praias do Suarão, Loty, Cibratel I e II, Bopiranga e Gaivota.

Hortaliças e frutas são as mais procuradas, porém doces com produtos da terra e outros minimamente processados estão entre as opções. “Aqui temos banana, limão, bananinha com chocolate e passa. Tudo é orgânico. Tornei-me agricultora porque meu marido se aposentou e fomos morar em um sítio aqui. Falei com profissionais da Prefeitura e consegui esse espaço para começar a vender”. Ela conta que toda semana clientes vão à sua barraca para garantir a “feira” do dia. “O dinheiro que conseguimos ajuda em casa, sem dúvida. Em Santos, a minha filha ajuda a fazer o chocolate para o doce de banana”.

A eficácia nutricional dos orgânicos tem se popularizado e beneficiado o pequeno produtor rural e o consumidor, que procura cada vez mais hábitos saudáveis. “Trabalho com agricultura desde 1962. Aqui planto mandioca, batata, banana e abacaxi. Estou na feira há cinco anos. É uma iniciativa que tem envolvido toda a família. Minha mulher faz suco de mandioca e nhoque de banana e meus filhos me ajudam na feira. Por causa do trabalho, passamos mais tempo juntos”, conta Cícero Amaro Clemente, 73 anos.

Amaro tem a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), criada para identificar o agricultor familiar nas áreas rurais. O documento dá acesso a políticas como o do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e aos programas de compra pública, como o de Aquisição de Alimentos (PAA) e o de Alimentação Escolar (Pnae).

PROJETO – O projeto ‘Feira da Agricultura Familiar de Itanhaém’ foi elaborado em 2009 e firma a política de Segurança Alimentar Nutricional local, que conta com o Programa Banco de Alimentos, Programa de Aquisição da Agricultura Familiar (PAA), nas modalidades Compra para Doação Simultânea e Alimentação Escolar.

É uma parceria entre a Prefeitura, por meio das secretarias municipais de Educação, Cultura e Esportes e de Desenvolvimento Econômico, e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do governo federal. Tem como objetivo fortalecer a comercialização dos produtos oriundos da agricultura familiar, melhorando a geração de renda e garantindo o acesso da população a produtos de melhor qualidade, direto do campo para a mesa do consumidor.

Texto e Foto: Comunicação Prefeitura de Itanhaém

 

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