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Além de termoelétrica investidores miram usina de lixo doméstico na região

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Foi postado, ontem (29), na página da Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, a novidade também da instalação de uma usina de lixo doméstico em Peruíbe, no qual receberia energia através da usina termoelétrica, segundo informações da reportagem de A Tribuna que foi divulgada no último domingo.

Os investidores estão de olho em outro empreendimento que pode ser instalado na região compreendida pelos municípios do Litoral Sul: uma usina de tratamento e de queima de lixo doméstico, uma vez que o atual aterro sanitário do Sítio das Neves, na Área Continental de Santos, está atingindo grau de saturação.

A ideia do projeto é que a Verde Atlântico Energias dê garantia de fornecimento de gás natural para a queima nas futuras usinas de resíduos da Baixada Santista.

COMO FUNCIONARÁ

Vinte milhões de metros cúbicos de gás natural liquefeito, importados do exterior e transportados em navios tanques chegarão diariamente ao terminal offshore em Peruíbe. O projeto prevê a operação média de um navio por semana no início e de um por dia na fase posterior.

A partir daí, o gás será direcionado até a Estação de Medição e Regulagem de Pressão por uma canalização com cerca de 10 quilômetros, enterrada a uma profundidade de cerca de cinco metros, desde o mar até a Usina Termelétrica, que ficará do outro lado da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega.

É um sistema semelhante ao já existente em Praia Grande, onde a Petrobras tem o ponto de entrada do gás natural do Poço de Merluza, que vem da plataforma continental marítima.

Estudo das áreas começou em 2011

A Gastrading, braço do Grupo Léros, ligado a atividades de geração de energia, decidiu implantar uma usina a gás natural em Peruíbe após ter estudado áreas também no Rio de Janeiro e em São Sebastião. Optou pela Baixada Santista e garante que não afetará reservas de preservação ambiental nem de proteção indígena.

O estudo das áreas começou em 2011. Segundo o engenheiro Paulo Guardado, gerente de projetos da Gastrading, o gás natural é um combustível fóssil mais limpo que óleo, diesel e carvão, argumento utilizado pelo grupo para neutralizar as dúvidas e até manifestos contrários de movimentos ecológicos sobre a sustentabilidade do empreendimento.

Padrão moderno

Guardado assinala que usinas a gás natural não emitem fuligem. E a projetada pela empresa para Peruíbe, a exemplo de uma outra em fase de implantação em Sergipe (SE), tem “o padrão mais moderno do mundo, com alta eficiência e baixa emissão”, estando abaixo das normas de emissões exigidas pela Cetesb para dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio e monóxido de carbono.

Arrecadação Tributária de R$ 9 milhões por ano

A empresa diz que Peruíbe se beneficiará com o aumento da arrecadação tributária que estão previstos inicialmente em R$ 9 milhões por ano. Sendo que esse número é a partir do início das operações,  podendo dobrar nos primeiros cinco anos.

A atividade também vai gerar aumento da participação do município na parcela do ICMS arrecadado pelo Governo do Estado c no crescimento das atividades comerciais, serviços e indústrias, decorrentes da implantação da usina.

O presidente da Gastrading, Alexandre Chiofetti, visitou A Tribuna e divulgou mais informações sobre o projeto, na busca de tentar cada vez mais provar que o empreendimento não terá impacto negativo ao meio ambiente.

Segundo o presidente o projeto é uma alternativa confiável, limpa e com baixo impacto ambiental. Vai gerar eletricidade a preços competitivos. Para Alexandre representa uma alternativa de crescimento econômico para população de Peruíbe e do restante do litoral, dando garantia energética para o desenvolvimento de atividades industriais. “Vai possibilitar ainda a expansão da rede de gás natural a ser comercializada pela Comgás em Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá e também Praia Grande”, afirma.

O presidente da empresa também garante que durante a obra serão gerados 4.500 empregos diretos e a partir da operação do sistema, previsto para 2023, haverá a contratação de 412 trabalhadores, com a geração de 2 mil postos de forma indireta.

Câmara Municipal

Ontem, o prefeito Luiz Maurício esteve na Câmara Municipal, onde fez pronunciamento sobre a usina termoelétrica, e após a sessão respondeu diversas perguntas dos munícipes que na maior parte estavam fazendo ações de manifesto contra a instalação das usinas termoelétrica e de lixo doméstico em Peruíbe. Veja os vídeos abaixo:

 

Fonte: http://www.energia.sp.gov.br/ 

Postagem e Vídeos: Lucas Galante

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