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Polícia Civil e MP prendem 33 pessoas ligadas à facção criminosa

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Em operação conjunta, a Polícia Civil e o Ministério Público prenderam 33 pessoas ligadas a uma facção criminosa em diversas regiões do Estado, nesta terça-feira (22). O grupo, composto em sua maioria por advogados, utilizava a profissão para repassar ordens de detidos dentro de presídios para criminosos do lado de fora.

A investigação, conduzida pelo Departamento de Polícia Judiciária 8 (Deinter 8), responsável pela região de Presidente Prudente, começou há cerca de um ano e culminou na Operação Ethos. O estopim foi um documento encontrado dentro de um presídio em Presidente Venceslau, que trazia informações para dois desses advogados tentarem ingressar no Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe).

Como não conseguiram, os criminosos se aproximaram do vice-presidente da entidade. Segundo as investigações, a facção chegou a pagar R$ 130 mil, mais o pagamento de R$ 5 mil mensais ao longo dos últimos doze meses, ao conselheiro, para que ele difamasse as forças de segurança perante ao Condepe.

“Ele teria que gerar notícias de que organismos policiais agiam de forma errada, perseguiam certos grupos, entre outros”, explicou o secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho. “Se você planta notícias que abalam a imagem da polícia, você favorece a criminalidade”.

Detido em casa, na cidade de Cotia, na Grande São Paulo, o vice-presidente do conselho é acusado de exploração de prestígio, tráfico de influência e associação criminosa. Dele foram apreendidos um notebook e uma CPU.

“O crime organizado procurou colocar seus tentáculos nos Direitos Humanos apenas para desestabilizar as forças de segurança de São Paulo”, afirmou o subprocurador-geral de Justiça de Políticas Criminais e Institucionais, Mário Luiz Sarrubbo.

“Pombos-correios”

Os demais detidos, de acordo com as apurações, utilizavam a profissão de advogados para contatar líderes da facção que estão presos e repassar ordens para bandidos ainda em liberdade, além de prestar serviços às famílias dos criminosos. Eles constituíam a célula “R”, parte da organização.

“Eles não atuavam na defesa técnica dos já presos, mas por estarem constituídos como defensores, tinham contato direto com 14 lideranças dentro das cadeias”, informou Mágino.

Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação da Secretaria da Segurança Pública

Postagem: Lucas Galante

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