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Escola particular transporta crianças sem segurança em Peruíbe

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O Jornal BEM-TE-VI recebeu uma denúncia de transporte irregular de crianças dentro de um furgão branco, no Centro de Peruíbe.

Uma fonte do Jornal BEM-TE-VI, que prefere não ser identificada, gravou um vídeo (CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR) comprovando o fato. Além disso, já tinham sido feitas três viagens com o furgão sem segurança para transportar as crianças. As crianças são alunas de uma escola particular que estava organizando um passeio escolar na Pastelaria da Praça.

A reportagem estava apurando com os comerciantes locais quando o furgão surgiu para fazer novamente o transporte de mais crianças, imediatamente a reportagem foi até o local e constatou que dentro do veículo não havia nenhuma segurança, que de fato as crianças estavam sendo “acomodadas” para ficarem sentadas no chão do furgão, sem cinto de segurança, sem janelas, no escuro, fora ainda a infração de trânsito do art. 168 do Código de Trânsito Brasileiro.

ART. 168

Transportar crianças em veículo automotor sem observância das normas de segurança especiais estabelecidas neste Código:

Infração – gravíssima;
Penalidade – multa;
Medida administrativa – retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada.

A reportagem constatou pelo uniforme das crianças que elas estavam a passeio pelo Colégio Monteiro Lobato. A reportagem se apresentou ao motorista do veículo que disse: “eu estou usando o bom senso, aí vai da responsabilidade do motorista, mas está tranquilo, estou colaborando mediante a essa mudança do tempo, mas para te responder melhor fala com a diretora que está lá dentro da pastelaria, conversa com ela que eu vou levar as crianças”, em seguida mais crianças foram colocadas de forma insegura e transportadas.

A reportagem se apresentou a diretora pedindo autorização para gravar antes dela justificar os fatos. A diretora Vivian Érica ao saber pela reportagem que os comerciantes haviam fotografado e gravado vídeo, preferiu não conversar com a reportagem no local e foi logo de encontro a região dos comércios para justificar o motivo do transporte irregular e na discussão a diretora explanou a sua versão:

No retorno, eu combinei com a mesma van que trouxe as crianças, de retornar as 16 horas, só que quando choveu, não cabia todas as crianças dentro da pastelaria, porque lá fora a gente também ocupava as mesas grandes, entendeu? A área de recuo ficou muito pequena, então uma mãe, dona do furgão, ela passou por lá e ofereceu ajuda e eu aceitei. Então ela parou o veículo, nos trouxemos as crianças e elas foram acomodadas sentadas, a escola fica a cinco quarteirões daqui, eu não posso colocar as crianças em risco na chuva. 

Ao ser questionada sobre o veículo não ser o transporte adequado para transporte de crianças pequenas e se o pais estavam de acordo com a decisão da diretora, Vivian mantinha a lógica de que a a chuva poderia causar um risco para as crianças ficarem doentes e isso era um risco alto, muito maior do que o transporte irregular das crianças.

Eu quero explicar para você que eu concordo que não é o transporte adequado, mas a situação entre chuva e, o transporte e ainda levá-los para a escola era o momento mais rápido de deixá-los em segurança. Infelizmente, não contávamos com a chuva, em 15 anos nunca choveu. Outra coisa, você sabe quanto leva para a gente construir um nome? Eu tenho um trabalho muito honesto, eu não engano ninguém, eu não ludibrio ninguém, eu não passo a perna em ninguém, os pais confiam no meu trabalho e eles estão cientes de como as crianças viriam. Na volta foi imprevisto e imprevisto a gente tem que resolver!

Pela quantidade de alunos que eu trouxe, a gente usa as mesas do lado de fora e repentinamente choveu e na parte interna não coube todo mundo. As crianças foram todas sentadinhas, eu sei que o transporte é irregular. Eu estou tentando mostra para vocês que eu jamais faria alguma coisa, eu com uma instituição, quando entra uma criança dentro da escola, eu não quero que ela fique um mês, eu quero que ela construa uma história dentro da escola, uma história cheia de fatos, eu duvido que vocês não tenha passado um momento inusitado na vida? A mãe quis ajudar e…ó aí a nossa van chegando (chegou uma van escolar regularizada e a diretora continua) a mãe quis ajudar e foi por causa da chuva.. 

O filho da diretora chegou e demonstrou indignação das justificativas de sua mãe, que tudo foi feito corretamente, defendendo a mesma lógica que o risco da chuva era maior do que levar as crianças sem segurança no furgão. Mais duas pessoas chegaram e rapidamente criou uma defesa em grupo sobre os fatos. A reportagem notou que enquanto a discussão rolava, um grupo de crianças estavam indo apé de mãos dadas e com a supervisão das funcionárias uniformizadas do colégio Monteiro Lobato.

A diretora manteve a mesma opinião e durante algumas ligações que atendeu seu celular, foi embora rapidamente deixando muitos comerciantes do Centro indignados com os fatos. Em algumas horas já estavam sendo postadas, nos grupos do Facebook, fotos das crianças descendo do furgão em frente a escola.

Em nota postada em sua página do facebook o Colégio Monteiro Lobato disse que realizou o transporte com tranquilidade e segurança. Veja abaixo.

Se a fiscalização de trânsito não funciona, os cidadãos tem sim, o dever de denunciar fatos como esse, para que outras instituições não cometam esse tipo de infração. Não há lógica nos argumentos da diretora, pois colocar crianças sentadas em um furgão escuro, sem cinto de segurança é altamente um risco de morte. Não importa que o motorista vai andar igual uma tartaruga, de qualquer forma estão sujeitas a sofrer um acidente e não estar amparada com os equipamentos de segurança que são obrigatórios por lei.

Então em sua nota, o colégio afirma que em “nenhum momento colocamos em risco a integridade de nosso alunos, porém pessoas mal intencionadas, que nem ao menos fazem parte da família Monteiro Lobato, estão tentando denegrir o nome de nossa escola. Volto a afirmar que tudo que fizemos, foi em um momento de extrema necessidade, para proteger nossos alunos”.

Reportagem: Lucas Galante

5 COMMENTS

  1. Sou mãe de um aluno do Colégio Monteiro Lobato, sim, muito pobre, e o único sentimento que esta denúncia de quinta categoria conseguiu despertar em mim foi de tranquilidade, de certeza de que meu filho está sim em um colégio qualificado e que atende todos os quesitos para que eu fique tranquila, por saber que os gestores estão cuidando do meu filho como cuidariam dos seus próprios filhos. Muito me espanta imaginar que o tal denunciante deixaria seu filho, ou os filhos de outras pessoas ao relento, exposta ao vento, a chuva e sabe-se mais a que perigo. Pois bem, Graças a Deus, a Diretora foi sábia e humana, os conduziu para a escola com todo cuidado, respeito e exercendo como sempre, um excelente trabalho, nossos filhos chegaram bem na escola e totalmente felizes pelo passeio.
    Ao Colégio Monteiro Lobato, o meu agradecimento por proporcionar ao meu filho um dia maravilhoso de passeio, obrigada por fazer pelo meu filho o que com certeza, eu faria e outros pais também!!
    E ao editor dessa matéria, meu sentimento de repúdio!! Nota-se claramente que esta denúncia descabível vem de uma escola privada em total desespero.

  2. Que horror!!!’ Atire a primeira pedra quem nunca errou.
    Ela só quis proteger os alunos, somente. Ela é diretora e proprietária da escola não teria porque ficar enganando ninguém, se realmente houvesse necessidade ela teria contrato uma VAN particular para pegar as crianças, mas como houve riscos, imprevisto de emergência fez o melhor.
    Gente, larga mão de fazer o mal, de fazer um mundo pior, o povo precisa de gente de paz.

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