Home Notícias Do mar à mesa: conheça os benefícios da inclusão da carne de...

Do mar à mesa: conheça os benefícios da inclusão da carne de peixe na merenda

280
0
SHARE

“É peixe mesmo?”. A pergunta é bastante comum entre os alunos do ensino fundamental durante degustação de uma refeição que tem como protagonista o pescado, com a qualidade nutricional de um produto fresco. Uma verdadeira lição de casa para a equipe de nutrição e de segurança alimentar da Prefeitura de Itanhaém que aplica testes de aceitabilidade em duas escolas municipais com o objetivo de tornar a carne de peixe um item permanente no cardápio de mais de 18 mil estudantes do ensino público.

O Governo Federal, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), tornou obrigatória a inserção de 30% dos produtos oriundos da agricultura familiar na merenda escolar nas chamadas públicas, modalidade institucional que permite a compra direta de pequenos agricultores. Em andamento está a segunda fase da pesquisa para incluir o peixe na alimentação escolar já nos próximos anos.

Em 2009 o estudo era ainda embrionário. E ganhou impulso no ano passado, quando o Instituto da Pesca, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), pertencente à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, firmou parceria com a Cidade para a elaboração de uma pesquisa cientifica, premiada recentemente no Prêmio Josué de Castro de Combate à Fome e à Desnutrição.

“Antes tínhamos receio das dificuldades que encontraríamos pelo caminho. Por exemplo, como usar o peixe no prato, problemas com espinhas, problemas de sanidade e pureza do alimento e outros. São questões levadas em consideração e que nos impediu de colocar o peixe na merenda, de forma que a colaboração das pesquisadoras do Instituto de Pesca e sua expertise no manejo e no processamento abriram um leque de possibilidades para o projeto de inclusão do pescado”, explica a gestora do Banco de Alimentos, Luciana Melo.

Com o convênio, os peixes comprados diretamente dos pescadores artesanais da Cidade são encaminhados para o laboratório do Instituto de Pesca, em Santos, para o processamento do pescado, rico em ferro, cálcio, potássio. O projeto também possibilitou uma fonte alternativa de renda para os pescadores artesanais, que receberam capacitação sobre como proceder no manejo e na manipulação dos alimentos.

Já foram realizados os primeiros testes com a salteira, sororoca e tilápia, espécies nativas da região. ”A busca é pela espécie que mais se adequar à tecnologia de produção de polpa de peixe e que seja abundante nas redes dos nossos pescadores” acrescenta Luciana.

“É, sem dúvida, uma excelente forma de levar alimentação saudável e, além disso, será um novo mercado para nós, pescadores. Neste projeto, já entregamos mais ou menos 360 kg de peixe”, afirma Alessandro Pereira Santos, pescador há 10 anos. A ideia é que no próximo ano mais de 60 pescadores estejam envolvidos na iniciativa.

A proposta é instalar uma Unidade de Processamento do Pescado onde está sendo construída a Central Municipal de Abastecimento, na região do Baixio, que também abrigará o Banco de Alimentos e os programas de segurança alimentar e geração de renda como Programa de Aquisição de Alimentos/Programa Nacional de Alimentação Escolar (PAA/PNAE); o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) Municipal e o Programa Feiras Populares.

 

Texto e Foto: Comunicação social Prefeitura de Itanhaém

Postagem: Lucas Galante

LEAVE A REPLY