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Justiça suspende sessão que decidiu pelo afastamento de prefeito de Iguape

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A Justiça suspendeu a sessão que determinou o afastamento do prefeito de Iguape, no Vale do Ribeira, Joaquim Antonio Coutinho Ribeiro (Tony), na última quinta-feira (14).

Um relatório de uma comissão de investigação apontou que houve fraude na contratação de uma empresa para a limpeza do município, implicando ainda em enriquecimento ilícito, entre outras acusações.

Com a decisão, a Justiça também suspendeu todos os atos do processo da comissão. O prefeito então voltará a exercer normalmento suas funções e a Câmara tem 10 dias de prazo para prestar informações ao juiz, com relação das acusações contra o administrativo.

Por unanimidade, os nove vereadores votaram a favor do afastamento do chefe do Executivo.

Na última quarta-feira (13), o prefeito havia entrado com um mandado de segurança para suspender a sessão e anular as investigações. O Ministério Público do Estado de São Paulo e o juíz de direito da cidade indeferiram o pedido.

Histórico
Tony Ribeiro já havia sido afastado do cargo em outubro de 2015 em uma ação cautelar feita pelo Ministério Público. Segundo informações apuradas pelo G1 na época, o pedido foi feito para apurar possíveis irregularidades na contratação da empresa Reivax Comércio e Prestação de Serviços, que fazia serviços de limpeza na cidade.

Houve pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal para apurar possíveis favorecimentos em contratos emergenciais, prorrogações ilegais e procedimento licitatório.

O prefeito voltou ao cargo em 30 de março deste ano, após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

A vice-prefeita, Lumi Cabral, renunciou ao cargo no dia 1º de junho deste ano. Na época, Lumi justificou sua decisão dizendo não concordar com os problemas internos da prefeitura e não achar correto receber salário sem trabalhar.

Fonte: G1

Postagem: Lucas Galante

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