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Servidores não aceitam reajuste e entrarão em greve em Peruíbe

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Confira os depoimentos diferentes, em rede social, de servidores de Peruíbe:

Marcelo Carvalho Saes. 

Sim, eu vi, eu estava lá.
Cheguei na assembleia geral a força sindical estava lá, causando. Pessoas desconhecidas dizendo estar ao lado dos funcionários públicos de Peruíbe, pessoas estranhas, POLÍTICAS sim! E não venham me dizer que não. Em certo momento, ao tentar ouvir e ser ouvido, me injuriei e fui pedir para abaixar o som e fui recebido com recusa, meio que “enxotado dali”. Como educado sou, insisti humildemente, a qual ele “abaixou” o som. Dali já lembrei de uma frase que meu avô falava: “Pinto de fora não pia!”


Enfim, esperamos o pronunciamento de abertura do presidente do sindicato a qual eu não sou sindicalizado, e em um clima pesado ele mal falou, mal instruiu o processo, deixando a presidente da APEM, a qual sou associado, ser pressionada e sem tranquilidade para esclarecer as coisas, sendo até mesmo intimidada pela presença dos AGENTES de Guarúlhos e região. Eu vi como a referida presidente estava! E quem gostaria de estar no lugar dela???

Em ato AUTORITÁRIO, sem ao menos verificar o córum ou lista de presença, e ignorando totalmente o COMANDO DE GREVE que sugeria mais negociação, o presidente do SINTRAPE declarou greve (talvez para não perder o pagamento do carro de som e o seu lindo planejamento da greve, que convenhamos é uma lástima para toda a sociedade).
Fomos para a Câmara Municipal, onde seria somente lida a proposta do executivo em manter os 7% de reajuste. Não deixamos!!! Em meio a vaias e assobios os vereadores não tiveram outra opção a não ser mediar uma possível negociação e se juntaram ao COMANDO DE GREVE para pedir uma audiência de diálogo com a prefeita. JUSTO, LINDO e DEMOCRÁTICO.
Fomos até a Prefeitura Municipal, parte da casa do povo, onde deveria estar trabalhando uma prefeita eleita POLITICAMENTE pelo estado democrático de direito, ou mesmo alguém que mande mais que ela (Secretário de Governo talvez?). Não havendo tal representante do executivo (nem a vontade de estar presente) voltamos para a Câmara Municipal e nos orientamos. Estamos em ESTADO DE GREVE, por isso, ainda não em GREVE, que se institui a partir de segunda feira (14/03), pelo amparo legal a qual o sintrape representa. Isso é que é o pior! Será que este sindicato nos representa mesmo? Será que todas estas propostas, assim como tantas outras descabidas não são manobras para esconder os verdadeiros objetivos destes donos do poder?
Todos nós sabemos das coações e das chantagens a qual todos os funcionários públicos sofrem todos os dias, onde reina o tráfico de influência por parte dos grupos políticos/privados. Trocas de empresas, compras indevidas, descaso com os serviços públicos, mal planejamento orçamentário, tudo isso foi e é culpa exclusiva do Poder Executivo Municipal, que eleito politicamente, exerce seu mandato (pois parece que só eles tem o poder de serem políticos).

Sobre o SINTRAPE, não sabemos se houve aparelhamento deste sindicato pelo executivo municipal, mas o que podemos afirmar com certeza é que ele NÃO REPRESENTA TODOS OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS de Peruíbe, assim como sempre foi observado pela atual diretoria, estando assim, a meu ver, desvirtuado de suas funções sociais.
Continuaremos em busca do diálogo, buscando o mínimo de 10% de reajuste, sem corte de benefícios, e que sejam investigadas todas as denúncias de irregularidades na data base.

Esclarecida a situação, espero que TODA a SOCIEDADE faça uníssono as nossas reivindicações.
 
Ronald Cunha
Como servidor, entendo que temos motivos para exigir 30% de reposição salarial. Mas o fator limitador aqui é estritamente técnico, e deveria ser conhecido por todos: na Lei de Responsabilidade Fiscal, art. 20 § III Inciso B, temos que o Executivo está impedido de possuir despesas com pessoal superior a 54% da receita corrente líquida municipal apurada no período.
Porém, ao atingir 95% desta alíquota legal, ou seja, 51,3% da RCL (chamado de limite prudencial), o art. 23 reza que o Município fica obrigado a diminuir suas despesas com pessoal pelos 2 quadrimestres seguintes, passando este a seguir um rito compulsório de ações previstas em lei que, na ordem, inclui: corte de horas-extras, demissão de funcionários comissionados e, enfim, dedução de jornada de trabalho com pagamento proporcional dos vencimentos.
Dito isso, é do conhecimento de todos (ou pelo menos deveria ser, já que consta no portal de transparência municipal, no Relatório de Gestão Fiscal do 3º Quadrimestre 2015) que o último índice de pessoal apurado no município é de exatamente 51,29% – isto é, à apenas 0,01% do limite prudencial supracitado – e, como revelado na peça, se explica mais pela queda da receita arredada do que pelo aumento desregrado da folha de pagamento.
Também é do conhecimento geral que o Executivo tem realizado cortes de despesas de pessoal e dispensas de funcionários comissionados (vide BOM) exigidos pela LRF, que, com muito otimismo, visam derrubar esse percentual e possibilitar, em tese, o cumprimento do reajuste de 7% previsto na Lei Orçamentária Anual aprovada em dezembro.
Neste cenário, o que segue é apenas um mero exercício de lógica: um reajuste de 10, 12, 15% pode ser um belo tiro no pé do servidor à medida que fatalmente obrigará o Executivo a chegar no que deve ser o ápice da contenção, isto é, a redução da jornada de trabalho. Pensem comigo: até que ponto é vantagem recebermos acumuladamente um reajuste de 10% na base salarial e (pasmem!!) um corte de 25% dos vencimentos como produto desta ação legal que pode disciplinar nosso expediente?
Se me permitem um conselho… esse é um assunto para você pensar, repercutir e concluir com os maiores interessados: a sua família. Em alguns casos, dependendo das cartas que estão em jogo, fica claro que menos é mais.
Para todo caso, esta é apenas a minha humilde opinião e todas as contrárias tem o meu profundo respeito!
Servidores pedem 12% de reajuste (Foto: Divulgação / Sindicato dos Servidores de Peruíbe)
Fonte: G1
Postagem: Lucas Galante

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