Home Notícias Peruíbe: quem ama cuida!

Peruíbe: quem ama cuida!

763
0
SHARE

No aniversário de 57 anos de emancipação política de Peruíbe, faço este texto em homenagem a uma cidade que acolhi pela sua natureza, sua diversidade cultural, pelo desafio de conhecer o desconhecido de tantas regiões, pela tranquilidade com custo de vida baixo e, principalmente por ser uma “faculdade” em prática para quem decidiu fazer um jornal impresso aos 21 anos.

Uma cidade calma, um ar puro, uma sensação de paz reina para os que tem gratidão por suas belezas. Não importa, dos mais “podres” aos mais “certinhos” todos amam esta cidade pelo seu aconchego de ser uma cidade litorânea e com cara de interior.

Av. Padre Anchieta-Ribamar

Recordando um pouco sobre sua história, muitos não sabem, mas em 1500 já existia a Aldeia dos Índios Peroibe, porém a história de Peruíbe está mais ligada aos padres jesuítas que em 1549 com a ajuda do padre Leonardo Nunes (curiosamente os indígenas o apelidaram de “Abarebebê” que significa Padre Voador, pois parecia estar em vários locais ao mesmo tempo) para fazer a catequese dos índios, no local . Em 1554, foi a vez de o padre José de Anchieta chegar ao aldeamento. Em 1640, passou a ser conhecida como Aldeia de São João Batista e, em 1789, os padres jesuítas foram expulsos do Brasil. A aldeia, abandonada, entrou em declínio, tornando-se uma pacata vila de pescadores, sempre submetida ao município de Itanhaém.

Em 1914, a construção da Estrada de Ferro Santos-Juquiá trouxe novos habitantes e a  bananicultura se espalhou pela região. Nos anos 1950, com a construção de rodovias para o Litoral Sul, a atividade comercial, especialmente a imobiliária, começa a crescer, sendo realizado um plebiscito para definir a emancipação política de Peruíbe, em 24 de dezembro de 1958, proposto pelo então vereador de Itanhaém, Geraldo Russomano.

Pelo menos é essa história descrita no wikipédia. De qualquer forma, mostra que Peruíbe é uma terra frequentada há muito tempo, mas somente no século vinte que o desenvolvimento de novos setores floresceram.

O que posso dizer desta cidade é que sou grato por todas as pessoas, lugares, experiências que vivi aqui, pois tem sido uma grande escola e toda vez que dá vontade de contemplar a natureza não preciso ir muito longe, o que não falta em Peruíbe são paisagens diferentes e momentos especiais.

Atualmente, falta sim uma gestão de governantes com verdadeira liderança, com amor a cidade, com vontade de ver uma população contente, saúde pública, cultura e esporte para os jovens, ruas menos esburacadas, bairros com menos escuridão e mato alto, enfim falta melhorar, com certeza, muita coisa, mesmo assim são problemas que pessoas que causaram e pessoas que vão resolver, de qualquer forma a cidade continuará, então para quem ama a terra da eterna juventude, cuide-a e pense qual será a sua ação de mudança para que ela melhore.

Aos turistas, veranistas, curiosos e adorares que não moram na cidade mas a apreciam com glamour, fica a saudade de vê-la novamente e poder curtir novamente a energia positiva que ela transmite. Afinal é uma cidade mágica com um futuro promissor que só depende das pessoas que a amam para ela desenvolver com sabedoria, as que não a amam ela irá causar a consequência que merece, pois nós colhemos o que plantamos, ainda mais em uma terra fértil como essa.

Obrigado Peruíbe, todos nós da equipe do Jornal BEM-TE-VI te amamos. Na foto, na cachoeira do Paraíso, está ao meu lado o Jornalista Márcio Ribeiro, o morador nativo de Peruíbe que me chamou para fazer o Jornal Bem-Te-Vi, já fazem três anos, nem imaginávamos, mas Peruíbe nos mostrou o caminho e por ele estamos indo…

Texto: Lucas Galante

LEAVE A REPLY