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Brasil é eleito melhor destino de aventura do mundo

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Vista do monte Dedo de Deus, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos (foto: Wikimedia Commons)
Vista do monte Dedo de Deus, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos (foto: Wikimedia Commons)
Vista do monte Dedo de Deus, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos (foto: Wikimedia Commons)

Vejam só que ironia. O País do samba, da cerveja e do Carnaval (pelo menos é assim que ainda nos veem do lado de lá das fronteiras) ganhou o título de melhor destino mundial para a aventura.

O desenvolvedor de análises de julgamento U.S. News & World Report divulgou, recentemente, o ranking global Best Countries, em que dá ao Brasil o título de “melhor país do mundo para o turismo de aventura”. A conquista da primeira posição, entre os 60 países avaliados, engloba subitens como beleza cênica, clima agradável e amabalidade, entre outros.

“Além da consolidação do turismo de aventura, estamos em um momento de trocar experiências e fomentar a cadeia produtiva do segmento de negócios e eventos”, explica, em nota, Vinícius Lummertz, presidente da Embratur (Instituto Brasileiro do Turismo) que acredita no turismo como alternativa para superar a crise econômica.

O Brasil ficou na frente de países como Itália (2º lugar), Espanha (3º), Tailândia (4º), Nova Zelândia (5º), Austrália (6º), Grécia (7º), Costa Rica (8º), Portugal (9º) e México (10º).

Embora ainda em pequena escala, o turismo de aventura é uma das variantes da indústria do turismo que, segundo o World Travel & Tourism Council, movimenta cerca de 8 trilhões de dólares na economia global.

A instituição responsável pelo título faz referência também a um estudo da George Washington University, que divide o turismo de aventura em 3 categorias (atividade física, troca cultural e interação com o meio ambiente). Segundo essa universidade estadunidense, 70% das atividades de aventura aconteceram na Europa e nas américas do Norte e do Sul, até o final de 2012.

Confira experiências de turismo de aventura no Brasil

BROTAS (SP)

foto: Divulgação

Referência nacional para a prática de esportes de aventura, esse município a 250 km da capital de São Paulo é endereço de atividades como o Canionismo 3 Quedas, em cachoeiras que vão de 22 a 47 metros de altura; diferentes extensões de tirolesa, percursos de arvorismo e raftng no rio Baixo Jacaré.SAIBA MAIS

PARANAPIACABA (SP)

foto: Eduardo Vessoni

foto: Eduardo Vessoni

Mais do que cenário pitoresco de ruas estreitas de terra e casas erguidas com madeira de pinho de riga, essa vila histórica declarada Patrimônio Nacional pelo Iphan abriga seis trilhas pelo interior do Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba, na divisa com o Parque Estadual da Serra do Mar.
SAIBA MAIS: “A pouco mais de 50 km de SP, Paranapiacaba é lugar perfeito para trilhas”

PETRÓPOLIS-TERESÓPOLIS (RJ)

Vista do monte Dedo de Deus, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos (foto: Wikimedia Commons)

Eleita uma das mais bonitas do Brasil, a travessia entre essas duas cidades serranas do Rio de Janeiro costuma ser percorrida em três dias e é considerada uma das trilhas mais exigentes em território brasileiro, em plena Serra dos Órgãos. O Parnaso (Parque Nacional da Serra dos Órgãos) conta com piscinas naturais, cachoeiras e áreas para piquenique. SAIBA MAIS

CHAPADA DOS VEADEIROS (GO)

Tirolesa sobre a Chapada dos Veadeiros, em Goiás (foto: Ion David/Divulgação)
Tirolesa sobre a Chapada dos Veadeiros, em Goiás (foto: Ion David/Divulgação)

Localizado no centro do Brasil, Goiás não teve a mesma sorte dos outros destinos nacionais que se exibem em cobiçadas faixas de areia com mar verdinho. Mas a terra de Cora Coralina e da chapada mais mística do Brasil abriga outra atração natural que convida forasteiros a caírem n’água.

O estado é endereço de atividades radicais como rapel em cachoeiras, trilhas na Chapada dos Veadeiros e imersões em cavernas. SAIBA MAIS

LEIA TAMBÉM: “Chapada dos Veadeiros abriga trilhas alternativas por cachoeiras e piscinas naturais”

JALAPÃO (TO)

Jalapão (foto: Guilherme Jofili/Flickr-Creative Commons)
Jalapão (foto: Guilherme Jofili/Flickr-Creative Commons)

Seu cenário desértico de dunas e lagoas talvez seja a imagem mais conhecida do Tocantins, na divisa com a Bahia, Piauí e Maranhão.

Com uma densidade demográfica que não chega a um habitante por km² e vegetação semelhante às das savanas africanas, o Jalapão é um dos destinos turísticos mais isolados do Brasil, cuja paisagem árida abriga montanhas em forma de platô, dunas móveis, cachoeiras, praias de água doce e poços naturais de águas cristalinas que não deixam o visitante afundar, conhecidos como fervedouros ou ressurgência, um fenômeno em águas borbulhantes.

LEIA TAMBÉM: “Jalapão: o deserto brasileiro”

PRAIA DO GUNGA (AL)

Flyboard, na Praia do Gunga, no litoral sul de Alagoas (foto: Flyboard Maceió/Divulgação)

 

Nas disputadas faixas de areia do litoral sul de Alagoas, tem barco que voa, banhistas que flutuam sobre a água, bugues que riscam falésias coloridas que se lançam sobre o mar e tem até parapente que vira paramotor.

Localizada a 49 km de Maceió, o município de Roteiro abriga a Praia do Gunga, ponta de areia branca, recortada por coqueiral denso, que separa o oceano Atlântico e a Lagoa do Roteiro.

SAIBA MAIS: “Praia do Gunga tem experiências que elevam o nível de adrenalina”

PAULO AFONSO (BA)

Cânion do rio São Francisco, na divisa entre a Bahia e AlagoasBA-AL (foto: Glauco Umbelino/Flickr-Cretive Commons)
Cânion do rio São Francisco, na divisa entre a Bahia e AlagoasBA-AL (foto: Glauco Umbelino/Flickr-Cretive Commons)

Localizado a 460 km de Salvador, no sertão baiano, esse destino já foi considerado a “capital brasileira dos esportes radicais”. Foi-se o título, mas ficaram os atrativos.

Entre as opções de turismo de aventura estão a reserva ecológica do Raso da Catarina, uma área de 6.400 km² com trilhas entre formações rochosas esculpidas pelo vento; trilhas até o cruzeiro da Serra do Umbuzeiro, cujos 536 metros de altura oferecem vista em 360° de Paulo Afonso; e o cânion do São Francisco, onde há trilhas, navegação e campeonatos de canoagem. SAIBA MAIS

VALE DO PATI (BA)

foto: Bart van Dorp/Flickr-Creative Commons
foto: Bart van Dorp/Flickr-Creative Commons

Em pleno Parque Nacional da Chapada Diamantina, na Bahia, esse vale é endereço de uma das melhores trilhas do Brasil. Localizado entre os municípios de Andaraí e Mucugê, o vale conta com trilhas que podem durar até 5 dias e exigem de 16 a 25 km diários de caminhada, cujos níveis de dificuldade vão de leve, em terrenos planos, até avançado, com descidas íngremes e pedras escorregadias. SAIBA MAIS

SUL DA BAHIA DE BIKE (BA)

Jacumã, praia que fica no roteiro que vai de Trancoso à Praia do Espelho, no litoral sul da Bahia (foto: Eduardo Vessoni)
Jacumã, praia que fica no roteiro que vai de Trancoso à Praia do Espelho, no litoral sul da Bahia (foto: Eduardo Vessoni)

Praias muvucadas e barracas com música de gosto duvidoso, não têm.

Mas pode esperar encontrar extensas faixas de areia onde você e seu guia serão os únicos; piscinas naturais que emergem bem na beira da praia, durante a maré preguiçosa; falésias imponentes que se erguem sobre nossas cabeças, como se espiassem o mar ali em frente; e uma sequência de outros cenários que só podem ser vistos por quem chega a pé ou de bicicleta.

LEIA MAIS: “Praias isoladas do litoral sul da Bahia se exibem em viagem de bicicleta”

PARQUE NACIONAL DE UBAJARA (CE)

Gruta de Ubajara, atração no Parque Nacional de Ubajara, no Ceará (foto: Otávio Nogueira/ Flickr-Creative Commons)
Gruta de Ubajara, atração no Parque Nacional de Ubajara, no Ceará (foto: Otávio Nogueira/ Flickr-Creative Commons)

Localizado no Ceará, a 348 km de Fortaleza, esse parque tem 6 mil hectares de área e é conhecido como um dos menores parques nacionais do Brasil.

Sua principal atração é a Gruta do Ubajara, uma galeria de 1.200 m de extensão, em que 450 metros iniciais estão abertos para visita e o acesso pode ser feito por um teleférico suspenso a 550 metros, que propicia também uma vista de todo o parque.

LEIA TAMBÉM: “Cinco parques nacionais do Brasil que você (ainda) não conhece”

FERNANDO DE NORONHA (PE)

Praias do Meio e da Conceição, vistas do Forte da Vila dos Remédios, em Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)
Praias do Meio e da Conceição, vistas do Forte da Vila dos Remédios, em Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)

Este cobiçado arquipélago do litoral brasileiro, a pouco mais de 540 km de Recife, é considerado um dos melhores pontos de mergulho do Brasil, por conta de sua alta visibilidade que pode chegar a 50 metros de profundidade e por suas águas com temperatura média de 27º. O destino é conhecido pelos mergulhos de batismo, em que inciantes sem certificação mergulham com cilindro acompanhados de instrutores, a uma profundidade de até 12 metros.

LEIA TAMBÉM: “Saiba como é se certificar em Fernando de Noronha”

FOZ DE IGUAÇU (PR)

foto: SkydiveFoz/Divulgação
foto: SkydiveFoz/Divulgação

Saltos duplos de paraquedas, sobrevoos de helicóptero e trilhas saõ algumas das opções alternativas na terras das quedas de Foz de Iguaçu, no extremo oeste do Paraná. LEIA TAMBÉM: “Centenária e cobiçada, Foz do Iguaçu abriga atrações para aventureiros”

FLORIPA DE BIKE (SC)

(foto: www.caminhosdosertao.com.br)
(foto: www.caminhosdosertao.com.br)

Para conhecer de forma inusitada essa ilha de praias isoladas, parques estaduais e até arte rupestre, uma operadora de Florianópolis especializada em cicloturismo realiza um roteiro sobre duas rodas com quatro dias de pedal em endereços como as praias da Joaquina e do Mole, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e o belo sul da ilha, com paradas para banho na Lagoa do Peri e nas praias.

LEIA MAIS: “Tour de bicicleta faz volta completa em Florianópolis, em quatro dias”

MAIOR PRAIA DO MUNDO (RS)

Praia do Cassino (foto: Eduardo Vessoni)
Praia do Cassino (foto: Eduardo Vessoni)

Localizada entre a barra da Lagoa dos Patos, no balneário do Cassino, e o arroio Chuí, na fronteira com o Uruguai, a isolada Praia do Cassino é considerada a maior praia do mundo, segundo o Guinness Book. De um total de 220 km de praia, 180 km são, totalmente, desertos.

A travessia entre a Praia do Cassino e os Molhes do Arroio Chuí dura 7 dias e tem diversas saídas de grupos, ao longo do ano. Organizada por uma agência de turismo de aventura de Roraima que atua na região, a caminhada inclui pernoites em barracas, em plena praia, e passa por atrações como os molhes da barra do Cassino, navio Altair, faróis do Albardão e do Chuí, e o centrinho da praia do Hermenegildo. SAIBA MAIS

LEIA TAMBÉM: “Com alta do dólar e início da baixa temporada, é hora de conhecer o Brasil”

CÂNIONS (RS)

Cânion Itaimbezinho (foto: Tiago Pádua/Flickr-Creative Commons)
Cânion Itaimbezinho (foto: Tiago Pádua/Flickr-Creative Commons)

Localizado nos Campos de Cima da Serra, na Serra Gaúcha, a região de Cambará do Sul é conhecida como a Terra dos Cânions. Essas impressionantes fendas, que chegam a 900 metros de profundidade, podem ser vistas a partir de trilhas leves sobre suas bordas ou em caminhadas de até 3 dias de viagem.

Uma das atividades mais impressionantes da região é Trilha do Rio do Boi, um trekking exigente de 8 horas pelo interior do cânion Itaimbezinho, cujo roteiro inclui passagens por rios e áreas com pedras. A região abriga também atrativos como os cânions Fortaleza, no Parque Nacional da Serra Geral, e o Malacara com 3,5 km de extensão.

LEIA TAMBÉM: “Site divulga lista com os 5 destinos brasileiros que serão tendências em 2016 “

PARQUE NACIONAL DA SERRA DAS CONFUSÕES (PI)

foto: Otávio Nogueira/Flickr-Creative Commons
foto: Otávio Nogueira/Flickr-Creative Commons

Localizado em Piauí, a 620 km de Teresina, essa área de preservação tem sua origem nas rochas que mudam de cor de acordo com a luminosidade, podendo ficar de acinzentadas até vermelhas. No Parque, há sítios arqueológicos com inscrições rupestres que podem ser visitados.

Além disso, uma das principais atrações desse parque formado de vegetação típica da Caatinga é a Gruta do Riacho dos Bois, na qual a água brota de dentro das rochas. LEIA TAMBÉM: “Conheça os 5 parques nacionais mais visitados do Brasil”

CRUZEIRO NA AMAZÔNIA (AM)

O 'Navegar é Preciso' acontece no Amazonas, a bordo do IberoStar (foto: Eduardo Vessoni)
O ‘Navegar é Preciso’ acontece no Amazonas, a bordo do IberoStar (foto: Eduardo Vessoni)

Nesta viagem, não há festas do comandante ao som de música de gosto duvidoso. Muito menos shows exagerados com coreografia manjada. No lugar de descidas alucinadas para visitas apressadas a lojinhas de (inúteis) lembrancinhas turísticas, pequenas expedições na floresta, visita a comunidades ribeirinhas e palestras breves em ONGs.

Criado por uma livraria e uma agência de São Paul, o projeto ‘Navegar é Preciso’ reúne escritores e cantores em encontros literários diários, apresentações musicais e saídas para exploração da Floresta Amazônica.

SAIBA MAIS: “Com quantas letras se faz um cruzeiro literário na Amazônia?”

 

Fonte: viagemempauta.com.br

Postagem: Lucas Galante

 

 

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