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Morre Seu Adelino Soromenho dono do Jornal de Mão em Mão de Peruíbe

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Toda a equipe do Jornal BEM-TE-VI está de luto pela morte do Seu Adelino Soromenho, pois foi ele quem humildemente nos mostrou “o caminho das pedras” de executar um jornal impresso em Peruíbe.

Ele faleceu na madrugada desta quarta-feira (20), estava internado há mais de 20 dias no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, por conta de um aneurisma. Segundo a filha Maria Eduarda, o velório deve acontecer a partir das 8h desta quinta-feira (21) e o sepultamento por volta das 14h, no cemitério Santa Isabel.

Jamais esqueceremos daquele sábado a tarde em sua casa, quando nos explicou todos os passos para realizarmos o Jornal BEM-TE-VI, quando a ideia ainda era apenas um projeto no papel. Para mim, que estava o conhecendo pela primeira vez, Seu Adelino demonstrava positividade e muita educação em suas palavras. Logo que apresentamos a ideia de criar um jornal diferente de reportagens de Peruíbe, ele não se preocupou com concorrência, pois ele acreditava que a principal diferença de um jornal para o outro era a linha editorial. Além disso, ele dizia: “Há espaço para todo mundo aqui em Peruíbe, essa é uma cidade que tem um mercado enorme para ser explorado”.

Além disso, explicou exatamente todas as etapas de como ele fazia o jornal, mostrou a tabela de preço dos anúncios e compartilhou o contato da gráfica que o Jornal de Mão em Mão era impresso.

Nós saímos de sua casa satisfeitos com as informações recebidas de uma pessoa que não teve nenhuma maldade em tentar nos enganar ou criar ilusões falsas, pelo contrário ele incentivou e quando viu o Jornal BEM-TE-VI pela primeira vez, ficou muito orgulhoso de termos tentado e conseguido realizar a primeira edição. “Vocês vão muito longe ainda, possuem garra, coragem, sabem escrever com inteligência, tem mais é que continuarem a fazer novas edições”. 

Na última vez que nos encontramos, ele estava tomando uma cervejinha no Centro. Peguei uma cadeira, sentei ao lado dele, como de praxe fazíamos trocamos exemplares um com o outro e batemos um papo. Lembro que nossa conversa foi sobre sua vontade em parar de trabalhar com o jornal de Mão em Mão, pois dizia-se cansado, muitos anos fazendo o mesmo trabalho,  tinha planos de dedicar mais tempo a artes plásticas e outros projetos que não sobravam tempo, pelo compromisso que tinha com o jornal. Lembro que fiz uma proposta um tanto ousada, mas que poderia beneficiá-lo e poderia trazer expansão ao Jornal BEM-TE-VI. Seu Adelino ficou de pensar e quem sabe em um outro dia marcaríamos de conversar. Encerramos a conversa rindo sobre o quanto é sofrido a vida de editor de jornais…

Seu Adelino deixa saudades de uma pessoa respeitosa que lutou pela cidade, através de seu veículo de informação, o Jornal de Mão em Mão, um dos jornais mais antigos de Peruíbe. Toda sua jornada deixou um legado que muitos não esquecerão. Fica aqui, em nosso site, um até breve ao Seu Adelino, quando chegar a minha vez, nos riremos juntos novamente…

Seguem alguns depoimentos de outros jornalistas e editores de jornais de Peruíbe que conheciam Seu Adelino.

 

“Estou triste, pois o admirava muito. Quando o encontrava falávamos sempre sobre a cidade, o esporte que ele tanto gostava, sobremaneira, o atletismo que ele praticou em sua vida escolar. Proprietário do jornal De Mão em Mão, ajudava e muito a difícil comunicação interna de Peruíbe. Publicou muitas matérias esportivas nas páginas que escreveu. Trabalhou na confecção de diversas outras publicações ao lado da também incansável dona Regina. Fica os meus sentimentos profundos à família.” – Jornal do Esporte, Washintgton Luiz Reis.

“Tive o prazer de conviver com ele na luta pela viabilização da associação de imprensa local e também na frustração, quando a associação foi inviabilizada. Era doce, idealista e amava a mídia local. Lutou muito e chegou a fazer greve de fome devido a uma suposta dívida não paga por parte da Prefeitura (mais uma). Triste imaginar a cidade sem o Adelino e seu jornal, distribuído literalmente de mão em mão. Dia triste para a imprensa local, força a família. Ele deixou uma marca dele, e isso não será apagado…” – apresentador do programa Na Mira, Cristen Charles.

“Durante alguns meses diagramei uma página de esportes com destaques da cidade e ‘comentei’ sobre o campeonato amador de futebol local. Tivemos muitas conversas em outras oportunidades e, como amantes da profissão, por diversas vezes discordamos no modo de pensar. Mas é inegável que o ‘portuga’ foi um grande cara, apesar da baixa estatura. Sempre disposto a ajudar e entregar ‘de mão em mão’ o seu tabloide feito com muito carinho. Deus conforte os corações de Maria Eduarda, Regina Mendonça e familiares.” Jornalista do G1, Orion Pires.

 

Texto: Lucas Galante

Foto: Divulgação

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