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Peruíbe: “Procura-se parteiras”

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 A Prefeitura Municipal de Peruíbe fechou a única maternidade que existia na cidade e o peruibense poderá deixar de existir se a situação não for resolvida à tempo.

 Com este problema, as futuras mamães estão passando por diversos problemas e pouco atendimento.

  Karoline de Oliveira está grávida de 5 meses e duas semanas e disse que esta muito preocupada com a situação. 


  “Quando eu fiquei ruim, com muita dor e chorando, fui para o UPA e o médico demorou duas horas para me atender. Tive que ir ao banheiro que era junto com o pessoal da UTI, imagina como é que estava lá? O pessoal não estava aguentando nem na sala de tanto cheiro ruim que tinha”.

  Apesar dos quase seis meses de gestação, Karoline conta que ainda não fez pré-natal ou qualquer ultrassonografia.

  “Isso eu não fiz mesmo, pois falaram pra mim que não tinha vaga e eu não tinha direito, pois só com sete meses”.

  Outra reclamação é da Karine Amorim, que gostaria que seu filho nascesse em Peruíbe, mas conta que a cidade está sem estrutura e, por isso, tem medo de ter o seu filho na cidade. 

  “Gostaria que a cidade tivesse estrutura e médico competente. Que o hospital fosse mais higiênico e as pessoas mais atenciosas, pois muitas amigas minhas tiveram parto aqui e falaram que não foi bom. É por isso que tenho medo”

  Martha Silva também está grávida de 5 meses e diz que não teve qualquer acompanhamento da prefeitura. Segundo ela, toda esta preocupação tira  brilho de um momento tão especial e aguardado pela mulher.

  “O que chateia é não ter a informação de onde meu filho vai nascer. Gostaria que a cidade tivesse condições para que meu filho nascesse aqui, na cidade onde moro. Se a Prefeita ficar grávida será que ela vai passar na UPA”.

   O Jornal Bem-Te-Vi entrou em contato com a prefeitura e perguntou se existe algum tipo de atendimento às gestantes de Peruíbe. 

  Segundo nota da prefeitura, “as gestantes são triadas pela equipe de obstetrícia, que se encontra no UPA e são acompanhadas  para Itanhaém ou Santos”. 

  O que o leitor conclui com este trecho da resposta? Há ou não o atendimento em Peruíbe? 

*Nota: Esta matéria foi publicada na edição 19 do Jornal BEM-TE-VI

Texto: Márcio Ribeiro
Foto: Lucas Galante

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