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Jurista em Foco: caiu na rede “já era”

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 Estamos vivendo em mundo muito maluco mesmo. Um mundo onde as pessoas dão conta de cada passo das suas vida. Expõem tristezas, alegrias, fragilidades. Tudo é motivo para uma postagem.

 Não, eu não tenho nada contra a tecnologia, whatsap, facebook, instagran e tudo o mais. Acho-os, por outra, muito úteis, para trabalhar, estudar, reencontrar velhos amigos.

 O problema é que eles servem as pessoas e elas são muito, muito complicadas. Às vezes sem medida. O que era para ser um grande auxílio em nossas vidas está se tornando uma arma cruel.

 Como tudo, o mau uso está destruindo o sonho da tecnologia. As pessoas estão usando esses meios de comunicação em massa para expor, não a si, mas à vida alheia; para manipular opiniões; para, por vezes, destruir a imagem e a auto-estima de outros.

 Seja por fatos verdadeiros, seja por coisas inventadas, o fato é, caiu na rede “já era” virou verdade. Tanto a coisa está alcançando um patamar alarmante que recentemente o Ministério Público Federal impetrou Ação Civil Pública na qual conseguiu em sede de liminar que o dispositivo Secrety fosse desinstalado remotamente de todos os celulares do Brasil.

 Alguém já se perguntou o por quê? Simples, porque este e outros dispositivos similares estão servindo de instrumento para a prática de crimes. Isso mesmo CRIMES.

 Talvez pouco conhecidos, os crimes contra a honra estão tipificados no Código Penal, nos artigos 138, 139 e 140. São eles, calúnia, injúria e difamação.

 Na CALÚNIA alguém imputa falsamente a outro fato definido em lei como crime.
Na INJÚRIA uma pessoa atinge a honra subjetiva de outra, ou seja, a pessoa macula aquilo que o outro pensa de si mesmo.

 Na DIFAMAÇÃO uma pessoa macula a boa fama de outro perante a sociedade, influencia no conceito social de outrem, atinge sua honra objetiva.

 Todas essas condutas são crimes passíveis de punição. Então, muito cuidado quando você for em uma rede social e expuser terceiro, isso pode ser crime, além de ser socialmente lastimável.

 Vamos usar a tecnologia, mas sem deixar atrofiar o computador mais avançado que existe … nossas mentes!!!

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