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Governo de SP quer construir na Juréia

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      Após muitas ameaças de destruição das casas na Juréia e apesar da proibição de construir ou reformar a casa dos moradores que estão lá desde antes da criação da Unidade de Conservação (UC), o governo do Estado de São Paulo pretende ampliar o alojamento para pesquisadores do Núcleo Grajaúna, localizado em uma das áreas mais preservadas da Estação Ecológica de Juréia-Itatins.
     A denúncia é feita pela União dos Moradores da Juréia (UMJ) e pela Associação dos Jovens da Juréia (AJJ) que requerem a suspensão imediata da obra, que é promovida pela administração da Estação Ecológica e por órgãos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Além disso, propõem uma discussão para que a construção do alojamento seja feita em outra área que não prejudique a convivência social e atividades dos moradores caiçaras.
      Segundo eles, a obra é mais uma forma de intimidação e constrangimento causados contra a comunidade local, no caso, ao Sr. Onésio do Prado, morador tradicional do Grajaúna/Praia do Una, que  vive ali desde antes a criação UC.
     A Obra vai impedir o único acesso à praia que o morador tem e a obstrução de trilhas para roça, lenha e área de lazer, utilizadas pela comunidade. 
      Para conseguir apoio, criaram um abaixo assinado online e pretendem chegar a 5 mil assinaturas. No documento que circula na internet, criado por Adriana Lima, há uma crítica contra a base dos pesquisadores “Na verdade, a base operacional, ao longo dos anos, mais serviu para fiscalizar a vida dos moradores da redondeza e impor-lhes medo e intimidação, inviabilizando a permanência e impondo a mudança para periferias de cidades próximas, assim como aconteceu nas comunidades da Cachoeira do Guilherme, Aguapeú, Rio das Pedras, Praia do Una, Guarauzinho, parnapoã e Grajauna…”
     A reportagem do Jornal Bem-Te-Vi mandou um e-mail para a administração da Juréia, pedindo explicações, mas , até o fechamento desta edição, não obteve resposta. 
    Os recursos da obra foram obtidos junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Comunidade se une e obra é paralisada

   Neste domingo (17) cerca de 50 pessoas foram até o Grajaúna e paralisaram a obra de reforma e ampliação. Representantes da comunidade disseram que só vão deixar o local após ter suas reivindicações atendidas.

      Na segunda (18), receberam os gestores Otto Hartung e Messias dos Santos, indicados para representar a Fundação Florestal. Após dialogo com a comunidade, ficou acordado que as obras, tanto do Grajauna como a do Rio verde, ficarão paradas  até que se resolva quais medidas serão tomadas.

Texto e postagem: Márcio Ribeiro
Fotos: Cleiton do Prado Carneiro

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